As newsletters chegam em um ritmo superior ao da minha leitura, o que faz com que eu muitas vezes vá ler dias depois, ou mesmo fora da ordem em que foram enviadas. Esta não chegou a maturar na minha caixa de entrada, mas teve a sua vez na fila bem depois de um dia de pensamento em looping de se devo ou não colocar para andar um sonho que está nascendo dentro de mim. Confesso que tenho muito medo de não dar em nada e nestas horas tento me convencer dizendo que sem fazer, o nada está mais do que garantido. E vejo sim como um assunto de autoconfiança. Obrigada por me mostrar que não estou sozinha neste "lugar"
Fe, fico feliz que essa edição tenha furado a fila e feito sentido para você! Você definitivamente não está sozinha e vejo que essa questão pesa bem mais para nós, mulheres. Nós sempre tentamos, nos esforçamos, nos doamos, e quase nunca sobra espaço para um respiro. Na hora de colher os frutos a gente já não tem mais a energia do início, e daí fica difícil celebrar apropriadamente. É difícil quebrar um padrão tão enraizado, mas não é impossível. Temos capacidade de reverter tudo isso. Acredite neste sonho e dê a ele a chance de existir <3 Obrigada pela leitura e pelo comentário, Fe!
Obrigada vc por abrir esta discussão onde tantas mulheres vão poder perceber que não estão sozinhas. Cada mulher que ler é um passinho à que daremos juntos!!!!
sensacional, Lidy, me identifico tanto! por que somos um povo com autoestima tão baixa? tenho um palpite.. porque somos corajosas. colocamos nosso corpo-estranho a jogo e a sensação de impostora é constante. acho que é mais fácil bancar o bonzão quando não se sai do lugar, né?
Obrigada, Júlia <3 E que alegria te ver por aqui! Concordo com a sua perspectiva. Não nos falta coragem, e talvez a gente se jogue demais no vazio, a ponto de não ter mais energia para celebrar quando atingimos nosso objetivo. Quem não sai do lugar normalmente não se questiona muito, portanto fica fácil bancar o bonzão. Eu espero que não nos falte coragem: mas que a gente aprenda, com o tempo, a nos enaltecer sem pedir licença <3
Taí uma boa questão, Lidy. Me acho tão mediana nas coisas que faço, e mesmo quando colho algum louro, não dou tanta importância. Lendo seu texto até entendi pq costumo torcer o nariz para quem sabe se autopromover: é pq eu não sei e gostaria de saber fazer isso.
Além de ser um fator cultural, acho que isso afeta as mulheres em dobro. Já perdi a conta de quantas vezes amigas que contavaram sobre conquistas como quem conta que foi ao supermercado comprar pão hehe tem que se orgulhar das coisas que você faz E enaltecê-las siim, Raisa! A gente passa por tanto perrengue, supera cada coisa. Por que não passar um tempo festejando conquistas?
Sobre a questão mais focada na mulher eu queria trazer mais dois temas para a mesa:
- Será que não comemoramos porque nos esforçamos tanto para chegar ao resultado perfeito que está só dentro da nossa cabeça, nem é uma cobrança externa que quando recebemos os parabéns sentimos que não merecemos por não termos atingido a perfeição que colocamos como objetivo?
- Será que chegamos ao cume da montanha tão exaustas do esforço em si e da autocobrança que não temos nem força para celebrar?
Fe, acredito que os dois pontos caminham juntos. Somos exigentes, queremos que as coisas saiam exatamente como imaginamos. Mas quando atingimos o objetivo, ao invés de comemorar, só pensamos que o resultado poderia ser melhor. Do lado de cá isso acontecia muito porque eu sempre ouvia que "não fiz mais que a obrigação". Pensando na época da escola, se eu tivesse notas na média, ouvia que "7 não é 10, dá pra fazer melhor". E quando eu obtia o tal dez, tinha feito o que era esperado. Essa sensação de nunca estar bom o suficiente é infernal justamente porque não nos permite experimentar a satisfação. Tem que continuar batalhando por um mais que nós nem sabemos se queremos de fato. E a exaustão é a consequência natural: se passamos a vida tentando e se esforçando, sobra apenas o cansaço. Para piorar, vivemos na era do scroll infinito, em que quase nunca dá tempo para absorver uma informação porque já tem outra sendo jogada na nossa cara. Sinto que precisamos diminuir o volume das expectativas, se permitir tentar, falhar, e respeitar a pausa para festejar as pequenas conquistas. Se celebração em celebração aprenderemos a valorizar nossa trajetória sem esse julgamento cruel.
É bem isso, mesmo com consquistas grandes eu acabei ficando com este sentimento de “não ez mais que a obrigação”. É como se meu cérebro introjetasse que se eu decidi fazer algo, o mínimo esperado é que ele dê certo e aí não me dá os tapinhas nas costas que eu precisava.
A confiança no próprio taco e na expertise de jogo demora mesmo a chegar. Ainda não me sinto confortável nos lugares que almejo habitar, mas também sei que já tenho bastante bagagem e algumas coisas a contribuir. Ninguém precisa estar totalmente sólido para ser capaz de fazer algo…. Até porque, o que não enverga, quebra. Beijocas
As newsletters chegam em um ritmo superior ao da minha leitura, o que faz com que eu muitas vezes vá ler dias depois, ou mesmo fora da ordem em que foram enviadas. Esta não chegou a maturar na minha caixa de entrada, mas teve a sua vez na fila bem depois de um dia de pensamento em looping de se devo ou não colocar para andar um sonho que está nascendo dentro de mim. Confesso que tenho muito medo de não dar em nada e nestas horas tento me convencer dizendo que sem fazer, o nada está mais do que garantido. E vejo sim como um assunto de autoconfiança. Obrigada por me mostrar que não estou sozinha neste "lugar"
Fe, fico feliz que essa edição tenha furado a fila e feito sentido para você! Você definitivamente não está sozinha e vejo que essa questão pesa bem mais para nós, mulheres. Nós sempre tentamos, nos esforçamos, nos doamos, e quase nunca sobra espaço para um respiro. Na hora de colher os frutos a gente já não tem mais a energia do início, e daí fica difícil celebrar apropriadamente. É difícil quebrar um padrão tão enraizado, mas não é impossível. Temos capacidade de reverter tudo isso. Acredite neste sonho e dê a ele a chance de existir <3 Obrigada pela leitura e pelo comentário, Fe!
Obrigada vc por abrir esta discussão onde tantas mulheres vão poder perceber que não estão sozinhas. Cada mulher que ler é um passinho à que daremos juntos!!!!
sensacional, Lidy, me identifico tanto! por que somos um povo com autoestima tão baixa? tenho um palpite.. porque somos corajosas. colocamos nosso corpo-estranho a jogo e a sensação de impostora é constante. acho que é mais fácil bancar o bonzão quando não se sai do lugar, né?
Obrigada, Júlia <3 E que alegria te ver por aqui! Concordo com a sua perspectiva. Não nos falta coragem, e talvez a gente se jogue demais no vazio, a ponto de não ter mais energia para celebrar quando atingimos nosso objetivo. Quem não sai do lugar normalmente não se questiona muito, portanto fica fácil bancar o bonzão. Eu espero que não nos falte coragem: mas que a gente aprenda, com o tempo, a nos enaltecer sem pedir licença <3
Taí uma boa questão, Lidy. Me acho tão mediana nas coisas que faço, e mesmo quando colho algum louro, não dou tanta importância. Lendo seu texto até entendi pq costumo torcer o nariz para quem sabe se autopromover: é pq eu não sei e gostaria de saber fazer isso.
Além de ser um fator cultural, acho que isso afeta as mulheres em dobro. Já perdi a conta de quantas vezes amigas que contavaram sobre conquistas como quem conta que foi ao supermercado comprar pão hehe tem que se orgulhar das coisas que você faz E enaltecê-las siim, Raisa! A gente passa por tanto perrengue, supera cada coisa. Por que não passar um tempo festejando conquistas?
Sobre a questão mais focada na mulher eu queria trazer mais dois temas para a mesa:
- Será que não comemoramos porque nos esforçamos tanto para chegar ao resultado perfeito que está só dentro da nossa cabeça, nem é uma cobrança externa que quando recebemos os parabéns sentimos que não merecemos por não termos atingido a perfeição que colocamos como objetivo?
- Será que chegamos ao cume da montanha tão exaustas do esforço em si e da autocobrança que não temos nem força para celebrar?
Fe, acredito que os dois pontos caminham juntos. Somos exigentes, queremos que as coisas saiam exatamente como imaginamos. Mas quando atingimos o objetivo, ao invés de comemorar, só pensamos que o resultado poderia ser melhor. Do lado de cá isso acontecia muito porque eu sempre ouvia que "não fiz mais que a obrigação". Pensando na época da escola, se eu tivesse notas na média, ouvia que "7 não é 10, dá pra fazer melhor". E quando eu obtia o tal dez, tinha feito o que era esperado. Essa sensação de nunca estar bom o suficiente é infernal justamente porque não nos permite experimentar a satisfação. Tem que continuar batalhando por um mais que nós nem sabemos se queremos de fato. E a exaustão é a consequência natural: se passamos a vida tentando e se esforçando, sobra apenas o cansaço. Para piorar, vivemos na era do scroll infinito, em que quase nunca dá tempo para absorver uma informação porque já tem outra sendo jogada na nossa cara. Sinto que precisamos diminuir o volume das expectativas, se permitir tentar, falhar, e respeitar a pausa para festejar as pequenas conquistas. Se celebração em celebração aprenderemos a valorizar nossa trajetória sem esse julgamento cruel.
É bem isso, mesmo com consquistas grandes eu acabei ficando com este sentimento de “não ez mais que a obrigação”. É como se meu cérebro introjetasse que se eu decidi fazer algo, o mínimo esperado é que ele dê certo e aí não me dá os tapinhas nas costas que eu precisava.
A confiança no próprio taco e na expertise de jogo demora mesmo a chegar. Ainda não me sinto confortável nos lugares que almejo habitar, mas também sei que já tenho bastante bagagem e algumas coisas a contribuir. Ninguém precisa estar totalmente sólido para ser capaz de fazer algo…. Até porque, o que não enverga, quebra. Beijocas